Infelizmente há uma crise de autoridade em nosso tempo que reflete o espírito dos últimos dias, em que os filhos serão desobedientes aos pais (2Tm 3.1-5). O reflexo deste problema afeta as demais relações do indivíduo.
Diante de uma busca desenfreada por “qualidade de vida” e “bons estudos para os filhos”, muitos pais trocam a relação familiar por uma relação de mero sustento financeiro e intelectual. Assim, deixam de lado o sábio ensino das Escrituras, legando seus filhos a babás e “bons professores”, sem perceber que um bom futuro não é construído desprovido da piedade.
Deus exorta Israel nesta relação de pais e filhos e mostra o quanto é dever dos filhos a honra como reflexo da santidade, da guarda piedosa dos estatutos divinos. Como freio da perversidade inata ao coração humano, Deus ordena no deserto a morte para aqueles que amaldiçoavam seus pais (Lv 20.9).
Essa punição, apesar de parecer duríssima, era apenas uma sombra, um alerta para Israel que temporariamente vivenciou essas punições como exemplo para toda a história do povo de Deus.
A seriedade com que o Senhor trata a questão deveria levar nós, crentes, filhos de Abraão pela fé, a respeitar aqueles que nos geraram. É sinal de obediência a Deus, amor aos pais e marca que nos diferencia daqueles que vivem nas trevas, os quais receberão pena maior no último dia.
Ao abrir nossos lábios, não podemos deixar que saia do coração transformado nada além do que transmite graça aos que ouvem (Ef 4.29). Quanto mais aos nossos progenitores, que da parte de Deus têm a difícil tarefa de nos conduzir ao centro da vontade do Pai.
A honra que o Senhor requer de nós aos nossos pais precisa ser trabalhada pelo caráter de Cristo. Nosso Senhor não só deixou o exemplo, mas sua obra nos capacita à santidade na relação com nossos pais.
Que Deus abençoe sua casa!
Rev. Timóteo Sales
